NOVO ONTEM E HOJE
Então, a partir de agora o link para meu blog é:
Tudo muda... mas fica tudo igual.
Quero continuar a merecer a visita e comentários de todos. Abraços do SOIÉ.
A T E N Ç Ã O: ESTE BLOG É ESCRITO POR MIM, ISMAEL CIRILO, 83 ANOS. PODEM ME CHAMAR DE SOIÉ. (ONTEM E HOJE está sendo publicado na conta de meu filho Cláudio, por isso o perfil dele é que está aparecendo. Coisas do Blogger Beta!).
Alguém que sempre quer saber mais: inquieto, crítico, curioso.
Já estamos na terça-feira de carnaval! Nesta oportunidade, conto para meus grandes amigos blogueiros
O famoso bloco sujo, "Bico do Urubu", era ansiosamente esperado por todos.
Cristina, Berenice, Maria Rosa Aguiar, hoje residente em Brasília, Joaquim, Roberto, Yolanda, saem à rua e acompanham o afamado "Bico do Urubu".
Poucos minutos são passados e uma multidão de curiosos está nas calçadas para aplaudir e brincar.
Todos vibram. A coisa mais original é que participantes do bloco são do sexo
As mulheres cobrem todo o corpo, capuz vermelho, meias e sandálias pretas.
É impossível distinguir quem é quem. As fantasias são de arrepiar. Tem gente vestido de vampiro, alma penada, Zé-da-meia-noite, fantasma, caveira e tudo mais que se possa imaginar. A meninada é que passa aperto: as crianças ficam entre a curiosidade e o temor, porque aquelas figuras do outro mundo as ameaçam, correm como se quisessem pegá-las, provocam sustos. Mas é a maior festa!
Ah! Os adultos. Os adultos aproveitam e caem
As figurantes também aproveitam que os seus rostos estejam cobertos e partem para cima dos rapazes, jogam beijinhos e passam a mão no rosto deles. Algumas arranjam até namorados! Sei de um caso que deu até em casamento.
Por falar em casamento, um filho meu, Cláudio, do blog Pras Cabeças, deu bobeira e ficou à espera de um brotinho cair na rede. De repente, olha lá o Cláudio também na folia.
Pulando, brincado com uma garota toda vestida de preto, capuz vermelho com três furos, dois nos olhos e um na boca. Até luvas pretas ela usava.
Cláudio se aproxima do amigo Cardoso, ex-colega de escola, que estava perto de Jorge de Manezinho, hoje despachante, e fala:
- Grampeei aquela garota ali, hoje é sopa.
Voltou com a menina para o bloco e pulou bem agarradinho à sua presa.
Após o desfile, o Cláudio se oferece para acompanhá-la até à casa. No meio do caminho, diz a ela:
- Belezoca, bem que você poderia tirar o capuz.
- Ah! não! Não quero me revelar, você não irá gostar de mim.
- Deixa disso, amor, eu estou apaixonado, faz muito tempo que estou a fim de te
- Ah! Você não me conhece, nunca me viu antes.
- Deixa disso amor, você acha que se eu não soubesse quem você é, estaria aqui agora?
Com tanta insistência, a belezoca resolveu tirar o capuz e quando Cláudio viu quem era, começou a correr e
Novos tempos no carnaval de Nova Era: ninguém mais usa máscara. Apesar de cidade do interior, aqui os hotéis estão quase lotados.
Como no Rio de Janeiro, aqui também temos uma "Avenida Copacabana", que margeia o Rio Piracicaba. Nada que se compare àquela cidade, mas tudo está muito bem ornamentado. Há até camarotes para quem quiser assistir aos desfiles e blocos! Para beber e comer, erguem-se barraquinhas, uma imensa área coberta para bar. Para o serviço de sonorização há um palanque. Ao contrário de outros tempos, tudo isso não fica mais no centro, mas num local mais afastado, perto da ponte pênsil (bairro Sagrada Família, para quem conhece). A animação é total.
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Quanto à história narrada, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Não é isso que colocam nos filmes?
Marcadores: Casos de Nova Era
Nos Alpes italianos, existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao
cultivo de uvas para produção de vinho.
Uma vez por ano, após a produção do vinho ocorria uma festa para
comemorar o sucesso da colheita.
A tradição exigia que, nesta festa, cada morador do vilarejo trouxesse
uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril
que ficava na parte central. Era esse vinho coletivo que seria consumido
durante a festa. Entretanto um dos moradores pensou:
"Por que levar um garrafa do meu mais puro vinho? Levarei uma cheia de água, pois no meio de tanto vinho, o meu não fará falta".
Assim pensou e fez. No auge dos acontecimentos, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca, para pegar uma porção daquele vinho cuja fama corria longe, se estendendo além das fronteiras daquele país. Contudo ao se abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão.
Daquele barril saiu apenas água. Como isso aconteceu?
Aconteceu que todos pensaram como aquele morador: "A ausência de minha parte não fará falta".
Somos muitas vezes conduzidos a pensar: "Tantas pessoas existem neste mundo que, se eu não fizer a minha parte, isto não terá importância".
(Autor desconhecido). Publicado no jornal,
O Paroquiano - Nova Era-MG - de março de 2006

Lembro-me de que, há bem pouco tempo, nós dois e a turma da melhor idade, todos residentes aqui em Nova Era, participamos de uma viagem muito agradável. Desde o início do passeio, tínhamos a assistência de um guia da empresa de turismo local.
Foi à tarde que um ônibus leito partiu de nossa cidade rumo a Porto Seguro-BA.
Viajamos durante toda a noite, com as tradicionais paradas em restaurantes. Já pela manhã, chegamos ao Hotel previamente reservado. Esperava-nos um cicerone muito atencioso que passou a nos guiar.
A estadia foi ótima. Esteve sempre à nossa disposição um ônibus para os passeios: visitamos pontos turísticos, praias, ilhas, etc... Foi assim que ficamos conhecendo lugares pitorescos e algumas praias famosas.
Mineiro, quando vai ao litoral, só quer saber de praia! Cada praia melhor que a outra: todas com muita areia, muita água e muita xxxxxx bonita.
Certa tarde, após um relaxante banho no hotel, foi servido o jantar, como de costume. A noite seria livre. Combinamos, então, conhecer a famosa passarela do álcool, onde chegamos mais ou menos às 21 horas. Bebemos alguns aperitivos, acompanhados dos tradicionais salgadinhos da região. A temperatura era ligeiramente fria, por isso, em atenção ao nosso companheiro de mesa, solicitei um prato quente. A garçonete caprichou!!! Nunca mais comerei prato quente na Bahia, morou?
Gostei muito das músicas apresentadas pela banda que dava mais vida ao ambiente. Foi uma noite inesquecível...
No dia seguinte, saímos para uma visita à Coroa Alta. O “programa de atividades” anunciava que poderíamos alimentar peixinhos dourados, prateados, vermelhos, etc. Levaríamos migalhas de pão e eles nadariam até bem próximo de nossas mãos para comer.
Coroa Alta, não sei se conhecem, é uma ilha localizada 10 quilômetros mar adentro.
Embarcamos numa escuna e logo vestimos o indispensável salva-vidas. Ocupamos nossos lugares e alegres cantávamos músicas da região, fazendo coro a um grupo folclórico presente.
A lotação era completa, pois turistas de outros lugares também embarcaram com o mesmo fim.
Após uns trinta minutos de viagem, tivemos uma surpresa bem desagradável: a escuna encalhou em um banco de areia e por pouco não virou de lado. Por diversas vezes, o Comandante, com a força dos motores, tentou desencalhar, sem êxito. Até que a maré começou a subir: aí sim, navegamos. Para tirar o atraso, o piloto aumentou a velocidade rumo à ilhota. Era, realmente, uma ilha bem pequena, quase que só de areia.
Caminhamos por ali até alcançarmos o outro lado, pisando em corais escorregadios, a água na altura do tornozelo, em busca dos tais peixinhos. Com sinceridade, os bichinhos eram maravilhosos, lindos, vinham comer em nossas mãos.
Ao retornar para a escuna que nos aguardava ancorada em seu ponto, notamos que a água estava na altura dos nossos joelhos e a ilhota cada vez mais longe. A maré subia!
O mar chegou em nossos quadris e rapidamente atingiu a cintura. Houve um principio de pânico, pois a maré subia e subia, sem parar.
Todos já temíamos morrer afogados, apavorados! De repente, como que por encanto, surgiram quatro canoas grandes e seus remadores nos tiraram da água! Com varas apropriadas empurraram as canoas para as areias ainda visíveis da pequena ilha.
Foram momentos de grande sofrimento para todos. Felizmente, estávamos sãos e salvos.
Conseguimos embarcar para uma viagem de volta sem problemas.
Adorei a Bahia, aonde pretendo voltar outras vezes para ver o que é que a BAIANA tem.
Alguém sabe? Quem souber, que me diga!
O LIVRO DO DESTINO
(Malba Tahan)
Certa vez - ha muitos anos - quando voltava de Bagdá, onde fôra vender uma grande partida de peles e tapetes, encontrei num caravançá, (abrigo, refúgio) perto de Damasco um velho árabe de Hedjaz que me chamou de certo modo a atenção. Falava agitado com os mercadores e peregrinos, gesticulando e praguejando sem cessar: fumava constantemente uma mistura forte de fumo e hasehieh e quando ouvia de um dos companheiros uma censura qualquer exclamava apertando entre as mãos o turbante esfarrapado:
- Mae Allah! Ó mulçumano! (Por Deus) Eu já fui poderoso ! Eu já tive o Destino nesta mão!
- É um pobre diabo - Diziam. - Não regula bem do miolo! Allah que o proteja!
- Eu, porém, confesso - sentia irresistível atração pelo desconhecido do turbante esfarrapado. Procurei aproximar-me dele discretamente falei-lhe com brandura e ao fim de algumas horas já havia captado inteiramente a confiança.
- Os homens da caravana me tomavam por doido - ele me disse uma noite quando cavaqueávamos a sós. Não querem acreditar que já tive nas mãos o destino da humanidade inteira. Sim, senhor: o destino do gênero humano!
Esbugalhei os olhos assombrados.
Aquela afirmação insistente de que havia sido senhor do Destino, era característica de seu pobre estado de demência.
O desconhecido, porém, que parecia não perceber os meus sustos e desconfiança, continuou:
- Segundo ensina o Alcorão - o livro de Allah - a vida de todos nós está escrita - maktub ! - por Deus no grande "Livro do Destino". Cada homem tem lá a sua página com tudo o que de bom ou de mau lhe acontecer.
Todos os fatos que ocorrem na terra desde o cair de uma folha seca até a morte de um Califa, estão escritos - estão fatalmente escritos - no livro do Destino!
E sem esperar que o interrogasse continuou:
- Salvei das mãos do cheique Abu Dolak, depois de uma "razziz" (Ataque de beduínos) terrível que esse impiedoso beduíno fizera num acampamento da tribo dos Moriebes, um velho feiticeiro que ia ser enforcado.
Esse feiticeiro, em sinal de gratidão, deu-me um talismã raríssimo que possuía uma pedra negra, pequenina em forma de coração, encontrada, anos antes, dentro de um túmulo de um santo muçulmano. E essa pedra maravilhosa permitia a entrada livre na famosa gruta da Fatalidade, onde se acha - pela vontade de Allah -.
Viajei longos anos até o alto da montanha de Masirah, para além do deserto de Danna, afim chegar á gruta encantada. Um "djin", gênio bondoso que estava de sentinela à porta deixou-me entrar, avisando-me, porém, que só poderia permanecer na gruta por espaço de poucos minutos. Era minha intenção alterar o que estava escrito na página da minha vida e fazer de mim um homem rico e feliz. Bastava acrescentar com a pena que eu já levava. - "será um homem feliz, estimado por todos, terá muita saúde e muito dinheiro!”. Lembrei-me porém de meus inimigos. Poderia, naquele momento fazer grande mal a todos eles. Movido pela idéia única do ódio e vingança, procurei a página de Ali Ben-Homed, o mercador. Li o que ia acontecer a esse meu rival e acrescentei em baixo, sem hesitar, cheio de rancor: - "morrerá pobre, sofrendo os maiores tormentos!” Na página de Zalfah el-Abari escrevi, impiedoso, alterando-lhe a vida inteira: “Perderá todos os haveres, ficará cedo e morrerá de fome e sede no deserto”!
- E na tua vida? Indaguei curioso. - Que fizestes, ó muçulmano na página, em que estava escrito a tua própria existência?
- Ah! Meu amigo! Prosseguiu o desconhecido cheio de mágoa. Nada fiz em meu favor. Preocupado em fazer mal aos outros, esqueci de fazer bem a mim próprio. Semeei largamente o infortúnio e a dor, não colhi a menor parcela de felicidade. Quando lembrei de mim, quando pensei em tornar feliz a minha vida, estava terminado o meu tempo. Surgiu-me sem que eu esperasse, pela frente, um "effrit" (gênio feroz) que me agarrou fortemente e depois de arrancar-me das mãos o talismã me atirou fora da gruta. Caí entre pedras e com a violência do choque perdi os sentidos. Quando recuperei a razão, achei-me ferido e faminto, muito longe da gruta, junto a um oásis do deserto de Oman. Sem o talismã precioso nunca mais pude descobrir o caminho da gruta encantada das montanhas de Massirah!
E concluiu entre suspiros cheios de tristeza: Perdi a única oportunidade de ser rico e feliz!
Seria verdadeira essa estranha aventura?
HISTÓRIAS QUE MAMÃE CONTAVA:
A FLOR DA HONESTIDADE
Conta-se que, por volta do ano 250 antes de Cristo, na China antiga, um príncipe da região norte do país está ás vésperas de ser coroado Imperador. Antes, porém, de acordo com a Lei, ele deveria se casar.
Por isso, resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
O príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes às quais proporia um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos; ouvindo os comentários sobre os preparativos, ficou surpresa, pois sabia que sua jovem filha nutria um profundo amor pelo jovem príncipe. Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir a celebração. Incrédula, indagou:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as belas e ricas moças da corte! Afaste de sua mente essa idéia insensata. Compreendo que você esteja sofrendo, mas não transforme esse sofrimento em loucura.
Ao que a filha respondeu:
- Não, minha mãe, não estou sofrendo; e muito menos estou louca. Bem sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha única oportunidade de ficar pelo menos alguns minutos perto do príncipe; isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as belas moças com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei uma semente a cada uma de vocês. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e se tornará a Imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo que valoriza muito a especialidade de “cultivar” algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos, etc.
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia brotado. Dia após dia, ela percebia que seu sonho ficava cada vez mais longe. E seu amor, cada vez mais profundo.
Mais seis meses se passaram.
Consciente de seu amor e de sua dedicação, a moça comunicou à mãe que, apesar das circunstâncias, retornaria ao palácio na hora e data combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos em companhia do príncipe.
Apresentou-se, pois, com o vaso sem flor, ao lado de todas as outras pretendentes, lindíssimas, cada qual com uma flor mais bela que as outras, das mais belas e variadas cores. Ela estava maravilhada, nunca tinha presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento da escolha e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a portadora do vaso sem flor como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém poderia compreender porque ele havia escolhido aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz que ilumina quem a cultivou e espalha claridade em redor
Que esta história nos sirva de lição e, independente de tudo e todas as situações vergonhosas que nos rodeiam, possamos ser luz para aqueles que nos cercam.
O "almoço de aniversário" foi preparado pela própria Aparecida, com ajuda das noras. Teve a deliciosa macarronada ao forno, que só Aparecida sabe fazer. Nossa horta do quintal forneceu verduras para a "salada multicolorida", enriquecida por frutas (laranja, abacaxi e manga), além de passas e ameixas.